março 11, 2014

Bancos disputam mercado de seguros

Crescimento poderá ser de 10% a 12% até o ano que vem; agências bancárias já concentram 60% das receitas com prêmios no País.

Os grandes bancos devem continuar debruçados em expandir sua participação no mercado de seguros em 2014. A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s espera que o crescimento das vendas de bancassurance (agências) permaneça superior ao do mercado de seguros em geral neste ano e também no próximo exercício, de 10% a 12%.

“Bancassurance domina a venda de seguro de varejo no Brasil. Estimamos que cerca de 60% de todas as receitas de prêmios de seguros do País derivam de vendas que são originadas nas agências bancárias”, afirma a analista da S&P Amalia Bulacios.

O Itaú Unibanco reforçou esta semana o seu foco na distribuição de seguros nas agências, cartões de crédito e varejista ao anunciar o seu novo posicionamento no segmento que prioriza menores riscos, como já tem feito na carteira de crédito.

O banco espera que os prêmios neste canal cresçam entre 15% e 17% em 2014, segundo o diretor de seguros Fernando Teles. O market share da operação de seguros no resultado do banco está em 13% e, de acordo com Teles, há espaço para crescer.

Já a penetração de seguros na base de clientes do banco vai de 20% a 25%. “O nosso grande desafio hoje é aumentar a penetração”, afirmou Teles, sem precisar o número.

A projeção da Bradesco Seguros é mais conservadora para 2014. Depois de elevar os prêmios em 12,3% no ano passado sobre 2012, para cerca de R$ 50 bilhões, a seguradora espera elevá-los no mínimo 9% e no máximo 12% neste exercício.

Segundo o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, o setor de seguros vai continuar crescendo e com boa rentabilidade em 2014. No ano passado, o lucro líquido da seguradora ficou em R$ 3,7 bilhões, alta de 4,3% ante 2012.

Nesta sexta-feira várias seguradoras de capital fechado anunciaram seus resultados de 2013 no Brasil. Dentre os destaques, a Liberty Seguros, unidade brasileira do Grupo Liberty Mutual, conseguiu reverter o prejuízo de quase R$ 6milhões em 2012 em lucro líquido de R$ 40,7 milhões no exercício passado.

Na contramão, a alemã Allianz Seguros registrou queda de 32,5% em seu lucro líquido no ano passado, de R$ 121,6 milhões para R$ 82,1 milhões. A Tokio Marine anunciou lucro líquido de R$ 76,1 milhões no Brasil em 2013, cifra 12,7% maior que em 2012, e disse que espera alcançar R$ 3 bilhões em prêmios neste ano. A cifra, se concretizada, representará incremento de 15,4% ante 2013, quando o faturamento ficou em R$2,6 bilhões.

JUROS MAIS ALTOS

As seguradoras esperam voltar a ter crescimento no resultado financeiro neste ano, beneficiadas pelos juros maiores – ainda que pese um ambiente volátil no mercado financeiro.

Do lado operacional, a expectativa é de crescimento contínuo dos prêmios e na casa dos dois dígitos na esteira do espaço que há no Brasil para aumento da penetração do seguro.

Embora o cenário de alta nos juros permita às companhias de seguros agressividade em preços à medida que a contribuição do resultado financeiro aumenta com os títulos rendendo mais, o foco segue no aspecto operacional.

Além disso, pesa ainda, principalmente no seguro de automóvel, o aumento sazonal dos índices de sinistralidade, agravados pelo aumento de roubo e furto no início deste ano, e ainda reajuste da tabela pela volta do IPI.

 

Fonte: Estadão

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